quarta-feira, 20 de julho de 2011

A culpa é nossa.

"Necessitamos de uma mentira dignamente perfeita. Algo ilusório para crermos enquanto nossos castelos desabam. Eu sei, é fácil sorrir quando nos sentimos ligeiramente sufocados. Eu sei, é fácil mentir enquanto conseguirmos mentir não ver. Então, com os lábios salgados eu gritarei por socorro e o teu nome ecoará em meu coração. E eu me torno uma passagem. Olhando para trás eu percebo: tudo o que perdi e tudo o que eu pude ser não passou de insuficiente pra você. Fui quem sou, e quem não podia ser para tentar viver, em um mundo onde quem eu sou odeia quem eu me tornei. Como devemos nos sentir quando cavamos nossa propria cova? Olhando pra mim, vejo a conquista de um rosto calejado e o gosto do asfalto memorizado no meu paladar. Necessitamos de uma mentira dignamente perfeita, e quem sabe por trás dela, nos tornamos quem nós deveriamos ser. E assim, enquanto o mundo se faz de surdo, eu finjo falar sozinho".

(Trecho de uma música da @Lasivia.)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

In me.


Have faith in me, cause there are things that I've seen I don't believe. So cling to what you know, and never let go. You should know things aren't always what they seem!
I said I'd never let you go, AND I NEVER DID. I said I'd never let you fall, and I ALWAYS MEANT IT! If you didn't have this chance then I never did. You'll always find me right there, again.
I've gone crazy, cause there are things in the streets I don't believe. So we'll pretend it's alright and stay in for the night, what a world, I'll keep you safe here with me!
They've got me on the outside, looking in! But I can't see at all. With the weight of the world on my shoulders, they just wanna see me fall.

Have faith in me

I said I'd never let you go, and I NEVER DID!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Oil And Water,

ou eu ou você. Os dois juntos não se misturam!

Já o notei e também já estou começando a entender que ele está tentando manter contato comigo de novo. Não sei se algum dia ele foi embora, mas ele voltou. Ou então, sei lá, adquiriu por aqui a posição - sem minha autorização - de sétimo sentido, talvez. E, sim, cada vez mais confuso. E sim, isso não me surpreende.
Olhos fitando o espelho, mas sem mirar no rosto, e sim nos detalhes do que eu já consigo enxergar em algum lugar de mim. É assim, ele. Confesso que a primeira coisa que eu fiz foi bolar milhares de planos, um mais cretino que o outro, de como combatê-lo sem ele se magoar ou se ferir. Eu sei que preciso dele, mas querer é outra coisa bem distante.
Meus diálogos com ele são sempre os mesmos: "Me diz o motivo de você aparecer quando não é convidado?" E ele responde sempre a mesma coisa: "Foi você quem me procurou. O meu trabalho só é fazer com que você me sinta".
Mesmo eu sabendo dos seus defeitos, e conhecendo seu ponto fraco, não consigo fazer com que o sinta um fracassado. E o que me deixa mais indignada, é que suas limitações não são incuráveis. E é nisso que as pessoas dizem que acreditam. Ele não tem interesse em se tratar. Curar. Não tem. A graça dele é ser exatamente como ele é. E é nisso que as pessoas não querem acreditar, e quando caem em si, já estão presas em algo que não sabem nem o nome.

Ele não vai mudar. O amor nunca vai mudar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

August Rush


A: Você sabe o que está lá fora? Uma sequencia de tons mais altos feitos pela natureza. É governada pelas leis da física de todo o universo. Um som harmônico, uma energia, um comprimento de onda. E se você não esconde, bom Deus, nunca escutará!
B: De onde você acha que vem o que eu ouço?
A: Você acha que vem de tudo ao seu redor, sério. Digo, é... Vem através de nós, alguns de nós. É invisível, mas... Mas você a sente.
B: Então, só alguns de nós podem ouvi-la?
A: Somente alguns de nós estão ouvindo!
B: Você acha que meus pais estão ouvindo?

"A música está em tudo ao nosso redor. Tudo que você tem a fazer é ouvir!"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Valeu mesmo.


De repente, você vê que aprendeu várias coisas. Mas não foi de repente, foi aos poucos. "De repente" não quer dizer que você aprendeu rápido. Quer dizer que você não percebe que está aprendendo, até que aprende. Pelo menos assim que funciona comigo.
Você olha pra suas fotos antigas e não consegue se enxergar. Você lembra de frases ditas e atitudes tomadas e as trata como se fossem de um outro alguém. Você aprende que não há amor que não acabe, doença que não se cure, não há estrada sem fim. Sim. Inclusive aqueles amores que você um dia achou que iria morrer quando não os sentissem mais.
De repente, você se sente cansado de tanto aprender quando, na verdade, você está é cansado de estar rodeando de gente que não aprendeu coisa alguma. Não te preocupa. Todos aprendem, cada um a seu tempo. O problema é que alguns demoram tanto que acabam morrendo antes da primeira aula. E eu juro que não tenho mais paciência pra assistir isso.
Talvez você tenha aprendido mais que eu, ou até menos, ou então aprendido coisas diferentes. Não sei mesmo, mas minha única certeza é que eu não concordo com uma vírgula do que você diz.
É uma estrada de duas mãos: Eu jamais pediria desculpas por fazer tudo ao contrário. Se continuamos a dividir a mesma calçada, com a diferença de hoje adotarmos sentidos opostos, é porque eu caminhei rápido o bastante para chegar naquela esquina e perceber que não quero e não preciso atravessar a rua. Já me deixei atropelar por carros imprudentes e caminhões sem freios para hoje saber que, de escoriações e feridas, vou muito bem, obrigado.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Tem gente enlouquecendo por aqui.


"Você sente?" Fizeram essa pergunta pra mim hoje, seguido de boas risadas. Confesso que fiquei pensando bastante tempo sobre essa questão que, como uma bala, conseguiu ficar presa nesse monte de gelo.
Só então de ter certeza que eu não sei a resposta me auto indaguei: "O que é que você sente, senhora confusão?". Brotou e floreceu uma série de respostas nebulosas, que eu, até agora, não consegui decifrar direito. Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Faz sentido, não faz? Aparentemente são coisas parecidas, mas que não tem uma letra em comum. Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômoros.
E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e... sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.

"All you need is love. Love is all you need."

E olha eu acreditando mais uma vez na minha própria mentira. Cérebro desocupado!

terça-feira, 22 de março de 2011

Remember me.

“Gandhi dizia que tudo o que você fizer na vida vai ser insignificante, mas que é muito importante fazer. Eu concordo com a primeira parte. Michael, você sabe pelo que eu to passando. Aos 22 Gandhi tinha três filhos, Mozart tinha feito trinta sinfonias e Butty Holly já estava morto. Uma vez você me disse que as nossas digitais não se apagam das vidas das pessoas que nos tocamos, isso vale pra todo mundo? Ou é só bobagem poética? [...]

[...] O que quer que você faça na vida será insignificante, mas é muito importante que você faça porque ninguém mais vai fazer. É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz ‘Você ainda não está preparado’, mas a outra metade diz ‘Faça ela ser sua pra sempre’. Michael, um dia a Caroline me perguntou o que eu diria se eu soubesse que você podia ouvir. Hoje eu sei a resposta, ‘Eu te amo. Meu Deus, que saudade. Eu te perdôo’.”

Tyler Hawkins